TIME – A EXTINÇÃO DA HUMANIDADE e a Ascensão do Ciborgue – A História da Ciência, da Religião e a Ética da Aniquilação
Há sinais de que o transumanismo está se fundindo com o tradicionalismo, mas no que isso pode resultar? Seria na Extinção da humanidade atual?
“A humanidade poderia se extinguir como os dinossauros ou o dodô?” Inicialmente, diz o filósofo Émile Phil Torres, postei isso nas redes sociais, perguntando a amigos se eles estariam dispostos a questionar seus filhos sobre o assunto e compartilhar as respostas dadas.
Vários responderam, e em todos os casos a resposta foi: “Sim, nossa extinção é possível”, muitas vezes seguida por algum relato imaginativo de como isso poderia acontecer.
Um conceito pode ser ininteligível para algumas pessoas, isto é, ela não tem dados bem fundamentados para o explicar, entretanto, ainda assim, para ela, denota uma possibilidade real no mundo.
A ideia da nossa extinção, porém, não teria feito sentido no passado quando uma maioria, muito provavelmente, tivesse respondido que isso seria impossível. Resta a pergunta: por que isso mudou?
Vamos analisar o que pode ser traduzido como “A Grande Corrente do alfa e ômega – Tempo, a Morte Pessoal e o Fim do Mundo.”
Isso nos leva de volta à questão de porque a ideia da extinção não foi notada, durante a maior parte da história.
A resposta diz respeito a dois grupos de crenças que se tornaram centrais para o cristianismo por volta do século IV ou V d.C., sendo que, cada uma tornou nossa extinção impensável.
Para entender isso devemos começar com a ideia da Grande Cadeia do Ser, um modelo de realidade pelo qual todas as coisas, vivas e não vivas, são ordenadas em uma hierarquia linear e imutável. Articulada pela primeira vez pelos neoplatônicos no século III d.C., tornou-se enormemente influente no Ocidente depois que escritores cristãos como Santo Agostinho (354-430 d.C.) a incorporaram à tradição cristã.
A Grande Cadeia afirma que não há lacunas na natureza: tudo o que pode existir existe, agora e para sempre. Esta é apenas a estrutura fundamental da realidade, por mais estranha que possa parecer aos leitores contemporâneos.
Conclui-se que, como nenhum elo da cadeia pode jamais se perder, a extinção de qualquer tipo é impossível, o que significa que a nossa própria extinção é impossível também. Em outras palavras, ao impedir o desaparecimento de qualquer tipo de coisas no universo, a Grande Cadeia implica que nós também jamais poderemos desaparecer.
Coincidentemente, ou não, o paralelo com a estrutura das blockchain declara, da mesma forma, essa infalibilidade e eternidade, já que seu conteúdo não pode ser apagado.
Como veremos, esse modelo de realidade entrou em colapso no início do século XIX, o que removeu uma grande barreira para imaginarmos nossa extinção coletiva.
O segundo grupo de crenças diz respeito à natureza essencial da humanidade e ao nosso papel singular no desenrolar do grande plano de Deus para o mundo.
A maioria dos cristãos, desde meados do primeiro milênio, aceitou uma antropologia dualista, segundo a qual os seres humanos são compostos de partes materiais e imateriais: um corpo e uma alma. A alma é imortal, embora, no fim dos tempos, ela seja reunida a um corpo físico ressurreto, que também será imortal.
Essa tem sido a visão cristã padrão do que é chamado de “escatologia pessoal”, que diz respeito ao nosso destino como indivíduos e não ao cosmos como um todo.
Esse é um ponto importante, pois produz uma segunda razão pela qual a extinção humana não pode ocorrer: uma vez que cada ser humano individual é imortal, e uma vez que a humanidade é apenas a soma total de todos os humanos, segue-se que a própria humanidade é imortal. Chamemos isso de tese ontológica, visto que diz respeito ao status ontológico dos seres humanos como compostos de corpo e alma que, uma vez criados por Deus, nunca deixarão de existir.
Também explica por que o conceito de extinção humana, teria parecido a muitos, incoerente ou autocontraditório: contida na ideia do que é ser humano, está a ideia de imortalidade, visto que alma é declarada imortal. Assim, o corpo perece, mas não a alma, que então, poderá transmigrar para outro corpo, como pregaram os pitagóricos, entre outros grupos.
Consequentemente, afirmar que “a humanidade pode se extinguir” seria como dizer “um tipo de coisa imortal pode passar por um processo que apenas tipos de coisas mortais podem passar”, o que é uma contradição lógica óbvia.
Em contraste, a “escatologia cósmica” trata da “resolução final de toda a criação” e, portanto, diz respeito a eventos do fim dos tempos, como a Segunda Vinda de Cristo (Parusia), a Batalha do Armagedom, o Julgamento Final da humanidade e a criação de novos céus e uma nova Terra.
Uma ideia importante aqui é que a escatologia cósmica trata, em última análise, de equilibrar a balança da justiça, punindo os ímpios e recompensando os justos. Em outras palavras, trata da teodiceia, um termo cunhado por Leibniz no início do século XVIII, um conjunto de argumentos que, em face da presença do mal no mundo, procuram defender e justificar a crença na onipotência e suprema bondade do Deus criador, contra aqueles que, em vista de tal dificuldade, duvidam de sua existência ou perfeição.
Como escreve o estudioso do Novo Testamento Craig Hill sobre isso:
No fundo, todas as escatologias são respostas, se não exatamente respostas, ao problema do mal. . . . As escatologias diferem na forma como conceituam o triunfo de Deus, mas são essencialmente semelhantes ao afirmar a vitória de Deus como a realidade suprema contra a qual todas as realidades aparentemente contrárias devem ser julgadas.
Isto produz uma terceira razão pela qual a extinção humana não pode acontecer: uma vez que não pode haver equilíbrio na balança da justiça sem que a humanidade sobreviva para algo além.
Como o grande plano de Deus poderia se desenrolar sem nós? Como o bem prevaleceria sobre o mal? A extinção humana simplesmente não está nos planos; simplesmente não é assim que nossa história termina.
De fato, a pergunta correta não é se a humanidade vai deixar de existir e sim, no que se transformará após passar pelas tribulações.
Vamos chamar isso de tese escatológica, observando que ela, assim como a tese ontológica, diz respeito especificamente à ideia de extinção humana, e não à extinção, enquanto a Grande Cadeia faz uma afirmação geral sobre a extinção.
Temos, portanto, três razões pelas quais nossa extinção é fundamentalmente impossível: primeiro, porque é metafisicamente impossível, dado o modelo de realidade da Grande Cadeia.
Segundo, porque é ontologicamente impossível, dado que a humanidade é imortal.
E terceiro, porque é historicamente impossível, visto que somos os personagens principais do drama cósmico do bem e do mal: sem nós, o espetáculo não pode continuar, e como o espetáculo precisa continuar, não podemos morrer.
Como essas crenças se tornaram centrais para a cosmovisão cristã a partir do início do primeiro milênio, a ascensão e queda do cristianismo serão parte integrante do conteúdo que urgentemente devemos desenvolver sobre as origens e a evolução da extinção humana em um sentido naturalista.
No entanto, também veremos que, mesmo antes de o cristianismo se enraizar no Ocidente, já havia uma suposição generalizada de que nossa espécie é indestrutível, embora as razões tendessem a ser peculiares aos vários sistemas filosóficos, religiosos e mitológicos que as pessoas aceitavam na época.
Mas ao olharmos para outro banco de dados de fonte esotérica, podemos facilmente abraçar o princípio metafísico da transcendência e ressurgimento de uma humanidade sobre outra forma, como apresentado sob o conceito de raças raízes pelos teosofistas seguidores de Helena Blavatsky e Charles LeadBeater. Paralelamente a este movimento “espiritualista”, outro grupo financiado pelo mesmo centro de poder, tomava força.
Os transumanistas são um grupo bastante diferente em suas ações, entretanto, igualmente esotéricos e religiosos.
Muitos transumanistas dizem que isso poderá ocorrer nos próximos anos. Mas observe que, para tal, uma drástica alteração civilizacional deverá ocorrer, paralelamente, o que envolverá os conceitos de final dos tempos, a qual me referi no início deste vídeo.
Alguns cristãos durante a Guerra Fria chegaram a argumentar que os EUA não deveriam fazer a paz com a União Soviética porque a Terceira Guerra Mundial apressou o dia em que os crentes viveriam no céu com Deus.
Para esses apocalípticos religiosos messiânicos, o que está do outro lado do Armagedom é o paraíso; quanto mais cedo tivermos o primeiro, mais cedo teremos o segundo.
Assim, ligando os pontos, algo semelhante está acontecendo com a IA. Um número crescente de cristãos está começando a afirmar que o Anticristo será uma superinteligência, ou, será capacitado por ela.
Eles dizem que a perspectiva da superinteligência explica como o Anticristo, de acordo com sua concepção da profecia bíblica, ganhará poder global, enganará muitas pessoas e causará estragos no mundo durante a Tribulação.
Sem superinteligência, eles sugerem, é difícil entender tais profecias. De repente, essas passagens intrigantes agora fazem sentido. Parafraseando Reagan: tudo está se encaixando.
A IA está rapidamente se tornando normalizada dentro das comunidades religiosas.
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