o impossível talvez seja apenas aquilo que a ciência ainda não conseguiu explicar
Durante séculos, nós aprendemos a dividir a realidade em duas partes.
De um lado, aquilo que é considerado possível.
Do outro, aquilo que foi empurrado para o território da fantasia, da superstição, da loucura ou do impossível.
Mas e se existir uma terceira categoria?
E se houver acontecimentos que parecem impossíveis não porque sejam falsos, mas porque o nosso atual modelo de realidade ainda não consegue explicá-los?
Você já pensou intensamente em uma pessoa e, segundos depois, recebeu uma mensagem dela?
Já entrou em algum lugar e teve a impressão imediata de que alguma coisa estava errada, antes que qualquer informação objetiva estivesse disponível?
Já sonhou com uma situação que depois aconteceu, ou, sentiu que alguma coisa havia ocorrido com uma pessoa distante?
Isto acontece com muitas pessoas, o fenômeno que pode ser explicado como uma certeza que não parecia ter vindo do raciocínio, dos sentidos ou de qualquer caminho lógico conhecido.
Talvez você tenha vivido uma experiência desse tipo, ou conheça alguém que a viveu.
Uma boa parte de pessoas e pesquisadores do tema, descreve esse tipo de fenômeno como intuição, coincidência, telepatia, premonição, sincronicidade, projeção da consciência ou até mesmo de magia.
Mas a pergunta que realmente importa não é:
“Qual nome vamos dar a isso?”
A pergunta é:
O que aconteceu de fato?
E mais:
O que é um fenômeno, e o que é a interpretação que a nossa mente construiu para explicá-lo?
Porque há uma diferença enorme entre viver uma experiência extraordinária e saber exatamente o que aquela experiência significa.
É justamente nessa fronteira, entre aquilo que aconteceu e a história que contamos sobre o que aconteceu, que eu te convido a se inscrever na Aula Secreta:
Real Magic — A Ciência dos Fenômenos Impossíveis.
E eu preciso dizer uma coisa desde o início.
Este não será um encontro para ensinar você a acreditar em tudo.
Mas também não será um encontro criado para reduzir toda experiência humana extraordinária a alucinação, coincidência ou erro cerebral.
Nós não vamos escolher antecipadamente entre a fé cega e a negação automática.
Vamos fazer algo muito mais difícil, Iremos olhar para os fenômenos, para os dados, entender como a realidade, mente, e cérebro, são diretamente ligados.
E, principalmente, vamos perguntar se a nossa atual concepção de consciência é suficiente para explicar tudo aquilo que um ser humano pode experimentar, ou manifestar.
Porque antes de perguntarmos se a telepatia existe, se uma premonição é possível ou, se a mente pode interferir na matéria, existe uma pergunta anterior: que tipo de inteligência está operando por trás da experiência humana?
Seria essa inteligência apenas o resultado da atividade dos neurônios?
Ou o cérebro estaria conectado a uma estrutura de informação muito maior do que ele próprio?
É essa dimensão interior, capaz de experimentar, compreender e atribuir significado, que a ciência chama de consciência.
Talvez por trás daquilo que chamamos de mente, exista uma Inteligência de Fundo, uma estrutura capaz de organizar informação, produzir significado e conectar aquilo que parece separado.
Antes de perguntarmos se a telepatia existe, precisamos compreender o sistema operacional no qual a mente funciona.
O universo pode possuir uma arquitetura informacional sem ser simplesmente um computador.
Será que existe uma superinteligência operando por trás da realidade?
Veja bem, quando eu uso a palavra superinteligência, não estou necessariamente falando de uma entidade que controla o universo como um operador diante de uma máquina.
Estou falando da possibilidade de que inteligência, organização e significado sejam propriedades fundamentais da realidade, e não acidentes produzidos apenas pelo cérebro humano.
Talvez a superinteligência não seja aquilo que calcula mais, mas aquilo que experimenta por dentro.
É exatamente essa presença interior, esse centro capaz de sentir, conhecer e atribuir significado, que chamamos de “o mistério, ou problema da consciência”
Que tipo de inteligência está operando por trás da experiência humana?
Nós vivemos cercados por sistemas capazes de processar quantidades extraordinárias de informação.
Uma inteligência artificial reconhece rostos, traduz idiomas, responde perguntas, prevê palavras e imita formas humanas de raciocínio.
Mas existe alguém dentro dela? Essa pergunta é forte.
Existe uma experiência interior?
Existe algo que sente o significado daquilo que está sendo processado?
Ou existe apenas uma máquina manipulando símbolos?
Essa diferença parece pequena, mas talvez seja uma das maiores perguntas do nosso tempo.
Porque o cérebro também processa sinais, recebe impulsos elétricos, compara padrões, faz previsões, organiza informações.
Mas em algum ponto desse processo, existe uma experiência. Alguém que ama, teme, deseja e compreende porque interpreta, faz leituras de padrões conhecidos.
Esse alguém sente dor, percebe o vermelho da rosa, sente seu perfume no cérebro, sem o uso do olfato.
Isso é Real Magic.
A pergunta é:
Essa presença interior é produzida inteiramente pelo cérebro ou, o cérebro funciona como uma interface para uma Inteligência de Fundo muito maior?
Talvez aquilo que chamamos de mente individual seja um terminal local de uma arquitetura mais profunda.
Talvez os sentidos sejam apenas as portas convencionais de entrada.
E talvez alguns dos fenômenos que chamamos de telepatia, precognição ou percepção a distância, sejam momentos em que a informação parece chegar por uma rota que ainda não compreendemos.
Federico Faggin chama atenção para uma distinção essencial. Uma máquina pode processar símbolos sem compreender o significado deles. Pode calcular sem saber que calcula. Pode responder sem viver interiormente a resposta.
A experiência, o significado e o conhecimento vivido não parecem se reduzir à computação.
Christof Koch chega ao mesmo problema por outro caminho. Uma máquina pode demonstrar inteligência funcional sem que exista necessariamente uma experiência dentro dela.
Portanto, talvez inteligência e experiência não sejam a mesma coisa.
Talvez a realidade possua uma arquitetura informacional, mas aquilo que a torna viva não seja apenas o processamento.
Seja a capacidade de experimentar, de sentir, de conhecer por dentro.
E é essa dimensão interior, essa presença que não apenas recebe informação, mas vive seu significado, que nós chamamos de consciência.
A inteligência processa informações. A consciência transforma informação em experiência.
Talvez o cérebro seja o computador. Mas quem é o usuário? De onde surge a sensação de existir?
Portanto, repito a questão: e se a mente humana não for a origem da inteligência, mas um ponto de acesso a uma inteligência maior?
Informação não é o mesmo que conhecimento vivido.
Processamento não é o mesmo que consciência.
Símbolo não é o mesmo que significado.
Faggin propõe que a consciência não seja tratada como um produto tardio e acidental da matéria, mas como um aspecto fundamental e irredutível da própria realidade.
Ele afirma que a ciência não deveria eliminar da realidade aquilo que ainda não consegue explicar. Deveria ampliar seu modelo para investigar consciência, significado, livre-arbítrio e experiência em primeira pessoa.
Isso mudaria tudo.
Porque, se a consciência for apenas o resultado da atividade cerebral, os chamados fenômenos paranormais parecem impossíveis desde o início.
Mas, se a consciência for um aspecto fundamental da realidade, se não estiver completamente confinada ao modelo mecânico e clássico que construímos, algumas portas que pareciam definitivamente fechadas precisam ser reexaminadas.
Cuidado: isso ainda não prova telepatia, clarividência, projeção astral, ou canalização.
Uma ontologia diferente não é uma autorização para acreditar em qualquer coisa.
Ela apenas nos obriga a deixar de declarar impossível aquilo que ainda não investigamos adequadamente.
E é aqui que precisamos colocar o cérebro novamente no centro da discussão.
Porque mesmo que a consciência não se reduza ao cérebro, tudo aquilo que você percebe durante a vida cotidiana passa por uma estrutura cerebral.
O neurocientista Andrew Gallimore trabalha profundamente com a ideia de que o cérebro não nos entrega a realidade pronta, e sim, que o cérebro constrói uma realidade. Ele recebe sinais incompletos, fragmentados e ambíguos.
A partir desses sinais, produz inferências, previsões, corrige erros, organiza uma cena coerente.
Aquilo que vemos, ouvimos e sentimos é uma espécie de modelo interno continuamente atualizado.
Nós não experimentamos o mundo em estado bruto.
Experimentamos uma representação do mundo criada pelo nosso sistema nervoso.
E essa compreensão é absolutamente indispensável quando entramos no território dos fenômenos extraordinários.
Uma pessoa pode ter uma experiência real, intensa e transformadora ao ver uma figura ou, ouvir uma voz
Que tipo de experiência ocorreu antes que o cérebro a transformasse em uma imagem reconhecível?
Esta será uma das chaves de nossa aula:
A experiência é um dado. A interpretação é uma hipótese, mas o fenômeno é real.
E essa frase protege os dois lados – do materialismo automático, que descarta tudo aquilo que não cabe no modelo, e da credulidade automática, que transforma qualquer imagem mental em uma revelação cósmica indiscutível.
É neste ponto que chegamos ao trabalho de Dean Radin.
Radin passou décadas investigando, em ambiente experimental, fenômenos que a ciência convencional costuma evitar.
Em seu livro Real Magic, ele divide a chamada magia real em três grandes categorias.
A primeira seria a influência da intenção sobre o mundo físico.
A segunda seria a percepção de acontecimentos distantes no espaço ou no tempo.
A terceira envolveria experiências de contato ou interação com entidades consideradas não físicas.
Mas Radin tenta retirar a palavra magia do território do mero encantamento popular.
Para ele, aquilo que chamamos de magia pode ser o nome antigo dado a aspectos da natureza que ainda não compreendemos cientificamente.
É uma proposta ousada e precisa ser analisada com cuidado.
Em Mentes Interligadas, Radin reúne pesquisas sobre diferentes formas de psi e pergunta se alguns desses fenômenos poderiam indicar uma realidade mais profundamente conectada do que aquela percebida pelos nossos sentidos cotidianos.
Em seu livro mais recente, The Science of Magic, ele retoma experimentos de telepatia realizados através do protocolo Ganzfeld.
Nesses estudos, uma pessoa tenta perceber uma imagem observada ou selecionada em outro local.
Os resultados reunidos por Radin não mostram pessoas lendo pensamentos de maneira perfeita, como em um filme.
Os efeitos são pequenos, variáveis, difíceis de produzir sob comando.
Mas, quando muitos experimentos são combinados, Radin argumenta que os resultados se afastam sistematicamente daquilo que seria esperado apenas pelo acaso.
E aqui temos um dos pontos mais importantes de todo o debate.
Um efeito pode ser pequeno e ainda assim ser real.
A gravidade também é uma força extremamente fraca quando comparada a outras forças fundamentais.
Isso não significa que não exista.
No entanto, um resultado estatístico também não nos entrega automaticamente o mecanismo.
Mesmo que um experimento sugira a presença de uma informação anômala, ainda precisamos perguntar:
De onde veio essa informação?
Como chegou ao participante?
Foi transmitida de uma mente para outra?
Foi acessada diretamente no ambiente?
Foi antecipada a partir do futuro?
Essas possibilidades parecem diferentes para nós.
Mas talvez sejam manifestações de um processo único, que ainda classificamos de maneiras distintas porque observamos apenas a superfície do fenômeno.
E aqui surge outra questão fascinante: o tempo.
Nós crescemos imaginando que o tempo se move em uma única direção.
O passado já aconteceu.
O presente está acontecendo.
O futuro ainda não existe.
Mas será que a consciência está completamente aprisionada nessa sequência?
Existem estudos nos quais o corpo de uma pessoa parece apresentar pequenas alterações fisiológicas antes da apresentação de uma imagem emocionalmente intensa.
É como se o organismo se preparasse para um estímulo que ainda não foi escolhido ou apresentado.
Esse fenômeno é chamado de pressentimento.
Em The Premonition Code, Julia Mossbridge e Theresa Cheung discutem a precognição e fazem uma distinção essencial: não devemos transformar toda ansiedade, toda imagem ou todo sonho em profecia.
Elas defendem uma posição intermediária, nem acreditar em toda premonição, nem descartar antecipadamente todas elas. A pessoa deve observar padrões, registrar experiências, verificar resultados e aprender a diferenciar uma percepção específica de um pensamento ansioso e difuso.
Novamente, aparece a mesma regra:
Não basta sentir. É preciso investigar.
Porque o cérebro é uma máquina de produzir associações.
Ele percebe padrões mesmo onde não existem, reorganiza lembranças, preenche lacunas, altera recordações, seleciona coincidências impressionantes e esquece milhares de pensamentos que não levaram a acontecimento algum.
Portanto, quando falamos em fenômenos impossíveis, não podemos ignorar as ilusões cognitivas.
De um lado, encontramos pessoas que dizem:
“Se a ciência ainda não explicou, então não existe.”
Do outro, encontramos pessoas que dizem:
“Eu senti, portanto, é verdade.”
Nenhuma dessas posições é suficiente.
A ciência não é um catálogo definitivo de tudo aquilo que pode existir.
Ela é um método para investigar a realidade. Mas a experiência pessoal não é inútil. Ao contrário. Ela pode ser o começo de uma investigação, mas não deve ser tratada automaticamente como sua conclusão. É aí que a maioria erra.
Mas de qualquer forma, fica a frase: talvez a magia não comece onde terminam as leis da natureza.
Talvez a magia comece onde termina o nosso atual modelo da natureza.
Aquilo que hoje parece paranormal pode não estar fora da realidade. Pode estar apenas fora da parcela da realidade que conseguimos compreender.
O rádio pareceria magia para uma pessoa que nunca tivesse ouvido falar em ondas eletromagnéticas.
Uma chamada de vídeo pareceria sobrenatural para alguém vivendo há quinhentos anos.
Isso significa que toda alegação extraordinária será um dia confirmada?
Claro que não. Muitas serão erros de interpretação ou fraudes. Algumas serão ilusões.
Outras nascerão do desejo, do medo ou da necessidade humana de encontrar sentido.
Mas talvez, no meio de tudo isso, exista um núcleo de fenômenos reais. É isso que investigará esta aula secreta.
Que tipo de universo permite que a consciência faça aquilo que alguns experimentos sugerem que ela pode fazer?
E talvez essa seja a pergunta mais importante de todas.
Porque, se a consciência não for apenas um acidente dentro de um universo morto, então nós não somos espectadores passivos de uma realidade inteiramente externa.
Podemos fazer parte de uma estrutura muito mais profunda de informação, experiência, significado e relação.
Não quero que você acredite nisso antecipadamente.
Quero convidar você a investigar comigo.
Na Aula Secreta Real Magic — A Ciência dos Fenômenos Impossíveis, nós vamos entrar nesse território sem perder a razão, sem abandonar a ciência e sem empobrecer o mistério.
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